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O cavaleiro tinha uma esposa leal e, de certa forma, tolerante, Juliet, que escrevia poesia muito bela, dizia coisas inteligentes e tinha um fraquinho por vinho. Tinha também um filho jovem, de cabelo dourado, Christopher, que ele esperava vir a transformar-se num cavaleiro corajoso quando crescesse.
Juliet e Christopher viam muito pouco o cavaleiro porque, quando ele não estava a travar batalhas, a matar dragões e a salvar donzelas, estava ocupado a experimentar a sua armadura e a admirar o seu brilho. À medida que o tempo foi passando, o cavaleiro encantou-se tanto com a sua armadura que começou a usá-la ao jantar e, não raro, para dormir. Ao cabo de algum tempo, não se preocupava em tirá-la de todo. Gradualmente, a família esqueceu-se de como ele era sem a armadura.
Às vezes Christopher perguntava à mãe como era o aspecto do físico do pai. Quando isto acontecia, Juliet levava o rapaz até à lareira e apontava para um retrato do cavaleiro, que estava pendurado na parede. Aqui está o teu pai – dizia num suspiro.
Uma tarde, ao contemplar o retrato, Christopher disse à mãe: - Como gostaria de ver o pai em pessoa!


O cavaleiro tinha uma família.
Ele gostava da sua família, mas também tinha uma armadura que o encantava.
Porque gostava tanto ele da sua armadura?
O que escondia a sua armadura?
E eu?
Como serei sem a minha armadura?
Como será a minha pessoa?
-*-*-*
As últimas informações seguem hoje para os inscritos e para o grupo PCB.
Não esquecer : a ceia regional, a vara, instrumentos, material de animação.
Esperamos por Vós na estação da CP de Castelo Branco pelas 12.30h de sábado dia 17.
Para dúvidas e perguntas, por esta altura convém ser por telefone.
Canhotas, a EA da ARCa2007

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